A Coréia é dessas nações que intrigam o mundo ocidental. Nem bem os Estados Unidos elegeu seu “novo presidente bonzinho”, sob a nuvem negra de uma crise econômica, ainda reaparecem os norte-coreanos com aquela história de mísseis nucleares. Vaga fantasmagoricamente pelo imaginário dos comentaristas de noticiários internacionais que a chamada “ameaça nuclear coreana” pode ser somente mais um blefe, pois a nação já teria feito isso antes para barganhar nas suas relações internacionais. Então, uma boa pergunta seria: o que existe de novo com a Coréia do Norte para que a mesma mereça a atenção do mundo?
A resposta para a indagação acima não é simples, mas pode ser costurada aqui em linhas gerais.
Em primeiro lugar não há nada de novidade na Coréia do Norte, é verdade. Mas com o mundo há sim! A crise econômica global que está colocando em ‘cheque-mate’ até a maior potência do mundo não chegou sozinha. Chegou sob ameaça de uma ‘crise dos alimentos’, uma ‘crise do petróleo’ e uma ‘crise energética’. Isso sem falar na espetacular crise moral em que se meteu a maior potencia do mundo com Clinton e depois Bush em suas gestões sutilmente diferentes em truculência e igualmente desastrosas em política econômica. O mundo está atônito e em busca de novos caminhos, muito embora os sinais na economia demonstrem que esses caminhos estão longe de serem encontrados.
Outra novidade do nosso tempo é o embrutecimento, por meio da militarização, que os Estados Unidos iniciaram na gestão Bush e Obama ainda é muito vacilante em fazer recuar. Tal militarização pode ser vista pelo saldo bélico da estadunidense com a reativação da Quarta Frota, ocupação dos territórios do Afeganistão e do Iraque, Plano Colômbia, e mais de uma centena de bases militares pelo mundo inteiro. Para tal ação surgem as reações em forma de hostilidade e exemplo disso seria o Irã e sua política antiimperialista aglutinando lentamente aliados no Oriente Médio. A Coréia do Norte, com seus testes de satélites e mísseis, se tivessem sua agressividade multiplicada pela enésima potência ainda não significariam muito diante do quanto é agressiva e forte a militarização global protagonizada sob o manto fulo da ‘democracia americana’.
Ainda figuram entre as novas desse tempo doido, alem da ascensão da China que pleiteia a condição de maior potencia econômica mundial, um reordenamento comercial e diplomático que faz emergir um leque de países como Índia e Brasil à cobiçada condição de bons parceiros comerciais. Na medida em que um número maior de países ganha espaço, também se faz necessário ouvi-los quanto a questões importantes para o globo, daí a articulação do G-20, por exemplo.
É nesse contexto que a Coréia do Norte realiza seus testes de lançamento de mísseis e satélites, e põe em funcionamento suas estruturas de geração de energia nuclear. É bom lembrar que quando o Irã tentou conquistar autonomia para produzir energia nuclear o mundo ocidental ficou alucinado. Bom lembrar também que quando o Brasil amadureceu suas técnicas de exploração de energia nuclear, a ONU e outros organismos internacionais forçaram a barra para não permitir isso. Daí é oportuno fazer uma última pergunta: por que a Coréia do Norte não pode fazer desenvolver a sua tecnologia? Por que o mundo insiste em isolar cada vez mais aquela nação que o ocidente acusa de radical e fechada?
Tais perguntas não são respondidas num bate-papo desses, mas uma coisinha precisa ser dita: a civilização, tal como é, ou aprende a respeitar cada povo com suas opções, seus governos, sua história e suas escolhas, ou o já temido e incerto futuro do mundo poderá nem existir.
A resposta para a indagação acima não é simples, mas pode ser costurada aqui em linhas gerais.
Em primeiro lugar não há nada de novidade na Coréia do Norte, é verdade. Mas com o mundo há sim! A crise econômica global que está colocando em ‘cheque-mate’ até a maior potência do mundo não chegou sozinha. Chegou sob ameaça de uma ‘crise dos alimentos’, uma ‘crise do petróleo’ e uma ‘crise energética’. Isso sem falar na espetacular crise moral em que se meteu a maior potencia do mundo com Clinton e depois Bush em suas gestões sutilmente diferentes em truculência e igualmente desastrosas em política econômica. O mundo está atônito e em busca de novos caminhos, muito embora os sinais na economia demonstrem que esses caminhos estão longe de serem encontrados.
Outra novidade do nosso tempo é o embrutecimento, por meio da militarização, que os Estados Unidos iniciaram na gestão Bush e Obama ainda é muito vacilante em fazer recuar. Tal militarização pode ser vista pelo saldo bélico da estadunidense com a reativação da Quarta Frota, ocupação dos territórios do Afeganistão e do Iraque, Plano Colômbia, e mais de uma centena de bases militares pelo mundo inteiro. Para tal ação surgem as reações em forma de hostilidade e exemplo disso seria o Irã e sua política antiimperialista aglutinando lentamente aliados no Oriente Médio. A Coréia do Norte, com seus testes de satélites e mísseis, se tivessem sua agressividade multiplicada pela enésima potência ainda não significariam muito diante do quanto é agressiva e forte a militarização global protagonizada sob o manto fulo da ‘democracia americana’.
Ainda figuram entre as novas desse tempo doido, alem da ascensão da China que pleiteia a condição de maior potencia econômica mundial, um reordenamento comercial e diplomático que faz emergir um leque de países como Índia e Brasil à cobiçada condição de bons parceiros comerciais. Na medida em que um número maior de países ganha espaço, também se faz necessário ouvi-los quanto a questões importantes para o globo, daí a articulação do G-20, por exemplo.
É nesse contexto que a Coréia do Norte realiza seus testes de lançamento de mísseis e satélites, e põe em funcionamento suas estruturas de geração de energia nuclear. É bom lembrar que quando o Irã tentou conquistar autonomia para produzir energia nuclear o mundo ocidental ficou alucinado. Bom lembrar também que quando o Brasil amadureceu suas técnicas de exploração de energia nuclear, a ONU e outros organismos internacionais forçaram a barra para não permitir isso. Daí é oportuno fazer uma última pergunta: por que a Coréia do Norte não pode fazer desenvolver a sua tecnologia? Por que o mundo insiste em isolar cada vez mais aquela nação que o ocidente acusa de radical e fechada?
Tais perguntas não são respondidas num bate-papo desses, mas uma coisinha precisa ser dita: a civilização, tal como é, ou aprende a respeitar cada povo com suas opções, seus governos, sua história e suas escolhas, ou o já temido e incerto futuro do mundo poderá nem existir.


