A crise financeira da atualidade é sempre comparada a crise econômica de 1929. Por algumas similaridades poder-se-ia dizer realmente que sim, as duas se parecem de fato. O período que antecedeu a crise de 29 foi marcado por estrangulamento absoluto das condições de trabalho, com diminuição radical do preço da mão de obra e uma supressão do papel do Estado que se deixara substituir pelos feitos da “mão invisível” do mercado. No período posterior a crise de 1929 se evidenciou a ação do Estado, mais intervencionista do que nunca, para socorro das economias mundiais. A crise atual vem precedida de décadas de neoliberalismo, marcadamente caracterizado pela desvalorização do trabalho e minimização do Estado, em função dos quereres do mercado financeiro.
Tais similaridades comprovam duas teses das teorias econômicas. A primeira delas é a de que as crises do sistema capitalista são cíclicas(os estudos de Karl Marx explicam muito bem isso), isto quer dizer que as crises sempre vêm. Outra teoria é a de que o capitalismo é um sistema anárquico, que não se sustenta, indo aos extremos da resistência das estruturas econômicas dos países, gerando picos de recessão até que o próprio capitalismo (por meio de seus próprios mecanismos) se atira à crises como esta que se vive.
A crise da atualidade, tal como na de 1929, encontra em diversos países iniciativas de reação. As mais significativas delas foram as que reservavam quantias significativas em dinheiro para o sistema financeiro e para o setor produtivo. O próprio presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, já anunciou um pacote que contempla, dentre outras medidas vários bilhões de dólares para o setor produtivo, em especial para as montadoras. No Brasil, por exemplo, as obras estruturantes e a compra de ações de bancos com dificuldades financeiras puxam o restante das medidas de reação a crise econômica global.
O que a maior parte dos países visualiza como alternativa é o soerguimento do poder de consumo da população e a sustentação financiada pelo dinheiro público dos feitos do mercado financeiro. A conhecida receita tem sua fundamental limitação no fato de não superar a desorganização original do sistema que reside na concentração sempre crescente de riquezas e conseqüente estrangulamento econômico de amplas massas da população mundial.
Agora as lições óbvias extraídas deste colapso econômico serão observadas em tempo histórico, mas não serão constituídas exclusivamente de novidades. No caso do Brasil (merecida brasa para a nossa sardinha!), faz-se necessário ação contundente para continuar minorando os efeitos danosos da crise. Em ação pertinente, de grande coragem e valor histórico algumas entidades e organizações ligadas aos movimentos sociais no Brasil já começaram a apontar algumas alternativas anticrise, como: Apoio a substituição do dólar nas transações comerciais por moedas locais (como já fazem Brasil e Argentina em muitos casos); integração econômica e política regional para a America latina; continuar se afastando dos ditames do FMI; redução da taxa de juros; controle da movimentação do capital especulativo. Essas e outras idéias são agora bandeiras contra a crise econômica erguidas pelos movimentos sociais.
Em tempo: diz a sabedoria oriental que as crises geram oportunidades. Então que perfeita oportunidade é essa para desmascarar o capitalismo e, especialmente, o mercado financeiro... A história não acabou!
*Por Professor Elton Arruda
Tais similaridades comprovam duas teses das teorias econômicas. A primeira delas é a de que as crises do sistema capitalista são cíclicas(os estudos de Karl Marx explicam muito bem isso), isto quer dizer que as crises sempre vêm. Outra teoria é a de que o capitalismo é um sistema anárquico, que não se sustenta, indo aos extremos da resistência das estruturas econômicas dos países, gerando picos de recessão até que o próprio capitalismo (por meio de seus próprios mecanismos) se atira à crises como esta que se vive.
A crise da atualidade, tal como na de 1929, encontra em diversos países iniciativas de reação. As mais significativas delas foram as que reservavam quantias significativas em dinheiro para o sistema financeiro e para o setor produtivo. O próprio presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, já anunciou um pacote que contempla, dentre outras medidas vários bilhões de dólares para o setor produtivo, em especial para as montadoras. No Brasil, por exemplo, as obras estruturantes e a compra de ações de bancos com dificuldades financeiras puxam o restante das medidas de reação a crise econômica global.
O que a maior parte dos países visualiza como alternativa é o soerguimento do poder de consumo da população e a sustentação financiada pelo dinheiro público dos feitos do mercado financeiro. A conhecida receita tem sua fundamental limitação no fato de não superar a desorganização original do sistema que reside na concentração sempre crescente de riquezas e conseqüente estrangulamento econômico de amplas massas da população mundial.
Agora as lições óbvias extraídas deste colapso econômico serão observadas em tempo histórico, mas não serão constituídas exclusivamente de novidades. No caso do Brasil (merecida brasa para a nossa sardinha!), faz-se necessário ação contundente para continuar minorando os efeitos danosos da crise. Em ação pertinente, de grande coragem e valor histórico algumas entidades e organizações ligadas aos movimentos sociais no Brasil já começaram a apontar algumas alternativas anticrise, como: Apoio a substituição do dólar nas transações comerciais por moedas locais (como já fazem Brasil e Argentina em muitos casos); integração econômica e política regional para a America latina; continuar se afastando dos ditames do FMI; redução da taxa de juros; controle da movimentação do capital especulativo. Essas e outras idéias são agora bandeiras contra a crise econômica erguidas pelos movimentos sociais.
Em tempo: diz a sabedoria oriental que as crises geram oportunidades. Então que perfeita oportunidade é essa para desmascarar o capitalismo e, especialmente, o mercado financeiro... A história não acabou!
*Por Professor Elton Arruda
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