Os acontecimento no Egito continuam a chamar atenção mundial, com momentos de maior tensão e momentos de menor tensão. Com muitos palpites internacionais, e cercado de múltiplos interesses, a crise no Egito revela-se longe de um resultado conclusivo. O Presidente/ditador que, é óbvio, ditou os rumos daquele país à sua maneira e com o apoio de dos Estados Unidos, agora conta com cada vez menos solidários à sua permanência. Isto posto, parece ser oportuno organizar, a partir das noticias correntes, para que se possa visualizar melhor a dinâmica da crise no Egito, uma cronologia dos principais fatos que compõe a atual situação egípcia.
Dia 17 de Janeiro de 2011, no Egito:
Um homem de 50 anos atira fogo no próprio corpo logo em frente a Assembleia do Povo do Cairo. O homem si inspirou para o gesto tosco no exemplo da revolta Tunísiana que haveria começado com um jovem (Mohamed Bouazizi) atirando fogo ao próprio corpo em dezembro de 2010 e culminou com a deposição de Zine El Abidine Ben no dia 14 de janeiro de 2011.
Dia 18 de Janeiro de 2011, no Egito:
Na Alexandria (cidade egípcia com mais de 4 milhões de habitantes) morre um egípcio que teria repetindo o gesto de seu compatriota na dia anterior . O movimento começa a ganhar caráter nacional.
Dia 20 de Janeiro de 2011, no Egito:
Mais queimados, agora operários têxteis, na zona de Menufia, no delta do Nilo.
Dia 24 de Janeiro de 2011, no Egito:
É quando entra em cena publicamente Mohamed ElBaradei, homem benquisto nos Estados Unidos, que conclama o Egito a repetir o feito tunísio.
Dia 25 de Janeiro de 2011, no Egito:
É o 'Dia da Ira', protesto gigantesco (que só foi possível porque a mobilização foi feita pela internet, uma vez que o país não é – “exatamente” – democrático). O protesto foi nacional com confrontos com a policia, onde os manifestantes tiveram três baixas e a polícia uma.
Dia 26 de Janeiro de 2011, no Egito:
Os protestos continuam. Novos confrontos entre manifestantes e policiais no Cairo deixam mais mortos e muitos feridos.
Dia 27 de Janeiro de 2011, no Egito:
Os protestos, cada vez mais violentos e severamente reprimidos, queimam um quartel de bombeiros em Suez. AlBaradei afirma que quer liderar a sucessão.
Dia 28 de Janeiro de 2011, no Egito:
Era a chamada 'Sexta-feira de Ira e Liberdade'. Com muita violência, expressada num saldo de 13 mortos e centenas de feridos, os protestos aumentam e ficam cada vez mais radicais. Prédios públicos são incendiados, o governo derruba temporariamente a internet, acreditando que isso desmobilizaria o povo. Segundo algumas fontes, nesse momento, as mortes passam de 50. Curioso aqui é que o presidente americano continua a se pronunciar pedindo que o ditador promova mudanças, ele ainda não havia compreendido o que de fato o povo queria ou dava dicas para seu aliado/ditador se mantivesse no poder acalmando os protestos por meio de mudanças amenas?
Dia 29 de Janeiro de 2011, no Egito:
No momento em que os confrontos entre manifestantes e as forças de segurança contabiliza quase 100 mortos (a imprecisão dos números de mortos e feridos dispostos aqui é devido aos diferentes números divulgados pela imprensa internacional – optamos, então, por uma média aproximada). O ditador Mubarak indica dois dos seus generais de maior confiança para os postos de Vice-presidente (cargo que nunca existiu na ditadura egípcia) e Primeiro Ministro.
Dia 30 de Janeiro de 2011, no Egito:
O ditador Mubarak endurece mais ainda ampliando o toque de recolher, perseguindo a imprensa, e continua tentando fortalecer a moral das forças armadas (a ideia era tê-los como aliados). Foi aí que mais uma vez a combativa TV Al Jazeera foi atacada e fechada. Os grupos de oposição ao ditador, Irmandade Muçulmana e a Assembleia Nacional para a Mudança, tentam iniciar diálogo com os militares egípcios. Enquanto isso uma fuga de dois mil presos da cadeia de Abu Zabal deixa 50 mortos durante tiroteio (em sua maioria presos políticos).
Dia 31 de Janeiro de 2011, no Egito:
Através de seu recém indicado Vice-presidente, Mubarak demonstra interesse em fazer mudanças constitucionais (provavelmente seguindo as orientações de Obama e do resto do ocidente rico) e tenta iniciar a negociação com opositores. Isto porque, no mesmo momento, o exercito egípcio anunciara que não se envolveria nos confrontos. Enquanto Shimon Peres (presidente de Israel) declara apoio explícito ao ditador, a União Europeia indica que o caminho para a solução da crise passa pela convocação de eleições livres. Mubarak segue apenas fazendo mudanças no governo.
Dia 01 de fevereiro de 2011, no Egito:
A própria ONU divulga o número de cerca de 300 mortos nos confrontos, é quando vai às ruas a 'Marcha do Milhão' (a maior de todas as passeatas). A ideia de eleições já é aceita pelo ditador, mas somente se ele permanecer no comando do processo, mesmo sem concorrer. A oposição reafirma que quer a saída imediata de Mubarak.
Dia 02 de fevereiro de 2011, no Egito:
Os apoiadores civis de Mubarak vão às ruas com cavalos e chicotes enfrentar os protestos opositores. Na oportunidade, a oposição continua subindo o tom na mobilização.
Dia 03 de fevereiro de 2011, no Egito:
Com a multiplicação de mortos e feridos o exército egípcio coloca seus tanques na rua, mas com a intenção só de intimidar, não efetuando disparos. Nesse momento o governo divulga que a negociação havia começado.
Dia 04 de fevereiro de 2011, no Egito:
Essa seria a data do 'Departure Friday', o dia que, em tese, o ditador pediria pra sair. A reunião de cúpula da União Europeia, em Bruxelas, se iniciava e o tom dos discursos era o da pressão sobre o ditador, mas apelando para a transição e não reclamando sua saída imediata (postura similar a dos Estados Unidos). Afinal, as elites do mundo tem muito medo dos “radicalismos”.
Dia 05 de fevereiro de 2011, no Egito:
Um atentado explode um gasoduto no norte do sinai que leva gás do Egito para outros países. A explosão interrompeu o transporte de gás para a Jordânia e Israel (40% do gás que Israel consome é comprado do Egito). A fumaça da explosão podia ser vista a uma distância de 70 km.
Dia 06 de fevereiro de 2011, no Egito:
O Papa Bento XVI também dá o seu palpite, mas sem destoar da ideia de uma transição pacífica, que, alias, o ditador Mubarak já afirmara aceitar, desde que ele mesmo conduzisse o processo sem ser candidato. O que o povo em protesto quer é que ele saia imediatamente. O Papa somente repete o frasismo das elites ocidentais. Vale lembrar que os católicos representam menos de 10% dos 80 milhões de egípcios.
Dia 07 de fevereiro de 2011, no Egito:
Presidente Obama, que outrora liderara o coro por uma transição pacífica marcada por eleições lives e etc, dá uma entrevista na Fox onde insinua que os protestos serão vitoriosos e que o Egito terá um governo com o qual os Estados Unidos poderão se emparceirar (como se não tivessem sido parceiros do ditador por trinta anos!). Enquanto isso o governo do ditador faz a primeira reunião ministerial depois do início da crise.
Dia 08 de fevereiro de 2011, no Egito:
O governo egípcio liberta pouco mais de 30 presos políticos. É um sinal de abertura para negociações e, principalmente, um recuo do governo frente as pressões internacionais e os protestos. Nesta mesma data diversas grandes empresas anunciam o retorno de suas atividades, como é o caso das dinamarquesas A.P. Moeller-Maersk (petróleo) e a FL. Schmidt da construção, alem das gigantes francesas Lafarge (cimento), Bouygues (construtora), e a CMA CGM (transporte), alem de tantas outras empresas de ação mundial. Mas os protestos continuam e a Praça de Tarhir (principal palco cívico dos acontecimentos) permanece ocupada por sucessivas manifestações.
Dia 09 de fevereiro de 2011, no Egito:
Novas e massivas passeatas nas principais cidades egípcias demonstram que o movimento não recua apesar das flexões feitas pelo governo (inclusive montar uma especie de grupo de trabalho para reformar a constituição), revelando, alem da vitalidade do movimento, sua clareza de objetivos, ou seja: o movimento só para com a saída de Mubarak.
Dia 10 de fevereiro de 2011, no Egito:
A pressão dos protestos continua aumentando, com atentados, saques, bloqueio de estradas e prédios públicos e etc. De forma proporcional o exército aumenta sua presença em volta dos prédios estatais. Os manifestantes agora temem que as forças militares usem a força contra a multidão, descumprindo o compromisso de não atacar protestantes que o exército firmara com os opositores de Mubarak.
IMPORTANTE: Este post foi concluído as 21:19 horas (horário de Brasília) do dia 10 de janeiro, depois do vexame internacional patrocinado pela decadente espionagem norte americana. Circulou largamente no começo da noite que Mubarak anunciaria sua saída imediata do governo e a fonte foi o governo americano. Quando o ditador fez seu pronunciamento, no fim da tarde, afirmou que permanecerá governando até setembro desse ano! Duas coisa importantes agora: Primeiro que o papel de pateta do governo americano diante dessa crise se concretizou quando o presidente Obama (que declarou surpresa com a permanência de Mubarak) colocou que torce para que essa transição – sob o governo de Mubarak – seja pacífica e “ordeira”, assinando seu atestado de cúmplice e aliado de qualquer um, inclusive do ditador egípcio; em Segundo lugar que se aguarde o pior, uma vez que os protestos já estremados devem piorar. Nas palavras de AlBaradei, minutos depois do discurso pronunciamento de Mubarak, “o Egito irá explodir” e, conclui, “O exército deve salvar o país agora”.
Dia 17 de Janeiro de 2011, no Egito:
Um homem de 50 anos atira fogo no próprio corpo logo em frente a Assembleia do Povo do Cairo. O homem si inspirou para o gesto tosco no exemplo da revolta Tunísiana que haveria começado com um jovem (Mohamed Bouazizi) atirando fogo ao próprio corpo em dezembro de 2010 e culminou com a deposição de Zine El Abidine Ben no dia 14 de janeiro de 2011.
Dia 18 de Janeiro de 2011, no Egito:
Na Alexandria (cidade egípcia com mais de 4 milhões de habitantes) morre um egípcio que teria repetindo o gesto de seu compatriota na dia anterior . O movimento começa a ganhar caráter nacional.
Dia 20 de Janeiro de 2011, no Egito:
Mais queimados, agora operários têxteis, na zona de Menufia, no delta do Nilo.
Dia 24 de Janeiro de 2011, no Egito:
É quando entra em cena publicamente Mohamed ElBaradei, homem benquisto nos Estados Unidos, que conclama o Egito a repetir o feito tunísio.
Dia 25 de Janeiro de 2011, no Egito:
É o 'Dia da Ira', protesto gigantesco (que só foi possível porque a mobilização foi feita pela internet, uma vez que o país não é – “exatamente” – democrático). O protesto foi nacional com confrontos com a policia, onde os manifestantes tiveram três baixas e a polícia uma.
Dia 26 de Janeiro de 2011, no Egito:
Os protestos continuam. Novos confrontos entre manifestantes e policiais no Cairo deixam mais mortos e muitos feridos.
Dia 27 de Janeiro de 2011, no Egito:
Os protestos, cada vez mais violentos e severamente reprimidos, queimam um quartel de bombeiros em Suez. AlBaradei afirma que quer liderar a sucessão.
Dia 28 de Janeiro de 2011, no Egito:
Era a chamada 'Sexta-feira de Ira e Liberdade'. Com muita violência, expressada num saldo de 13 mortos e centenas de feridos, os protestos aumentam e ficam cada vez mais radicais. Prédios públicos são incendiados, o governo derruba temporariamente a internet, acreditando que isso desmobilizaria o povo. Segundo algumas fontes, nesse momento, as mortes passam de 50. Curioso aqui é que o presidente americano continua a se pronunciar pedindo que o ditador promova mudanças, ele ainda não havia compreendido o que de fato o povo queria ou dava dicas para seu aliado/ditador se mantivesse no poder acalmando os protestos por meio de mudanças amenas?
Dia 29 de Janeiro de 2011, no Egito:
No momento em que os confrontos entre manifestantes e as forças de segurança contabiliza quase 100 mortos (a imprecisão dos números de mortos e feridos dispostos aqui é devido aos diferentes números divulgados pela imprensa internacional – optamos, então, por uma média aproximada). O ditador Mubarak indica dois dos seus generais de maior confiança para os postos de Vice-presidente (cargo que nunca existiu na ditadura egípcia) e Primeiro Ministro.
Dia 30 de Janeiro de 2011, no Egito:
O ditador Mubarak endurece mais ainda ampliando o toque de recolher, perseguindo a imprensa, e continua tentando fortalecer a moral das forças armadas (a ideia era tê-los como aliados). Foi aí que mais uma vez a combativa TV Al Jazeera foi atacada e fechada. Os grupos de oposição ao ditador, Irmandade Muçulmana e a Assembleia Nacional para a Mudança, tentam iniciar diálogo com os militares egípcios. Enquanto isso uma fuga de dois mil presos da cadeia de Abu Zabal deixa 50 mortos durante tiroteio (em sua maioria presos políticos).
Dia 31 de Janeiro de 2011, no Egito:
Através de seu recém indicado Vice-presidente, Mubarak demonstra interesse em fazer mudanças constitucionais (provavelmente seguindo as orientações de Obama e do resto do ocidente rico) e tenta iniciar a negociação com opositores. Isto porque, no mesmo momento, o exercito egípcio anunciara que não se envolveria nos confrontos. Enquanto Shimon Peres (presidente de Israel) declara apoio explícito ao ditador, a União Europeia indica que o caminho para a solução da crise passa pela convocação de eleições livres. Mubarak segue apenas fazendo mudanças no governo.
Dia 01 de fevereiro de 2011, no Egito:
A própria ONU divulga o número de cerca de 300 mortos nos confrontos, é quando vai às ruas a 'Marcha do Milhão' (a maior de todas as passeatas). A ideia de eleições já é aceita pelo ditador, mas somente se ele permanecer no comando do processo, mesmo sem concorrer. A oposição reafirma que quer a saída imediata de Mubarak.
Dia 02 de fevereiro de 2011, no Egito:
Os apoiadores civis de Mubarak vão às ruas com cavalos e chicotes enfrentar os protestos opositores. Na oportunidade, a oposição continua subindo o tom na mobilização.
Dia 03 de fevereiro de 2011, no Egito:
Com a multiplicação de mortos e feridos o exército egípcio coloca seus tanques na rua, mas com a intenção só de intimidar, não efetuando disparos. Nesse momento o governo divulga que a negociação havia começado.
Dia 04 de fevereiro de 2011, no Egito:
Essa seria a data do 'Departure Friday', o dia que, em tese, o ditador pediria pra sair. A reunião de cúpula da União Europeia, em Bruxelas, se iniciava e o tom dos discursos era o da pressão sobre o ditador, mas apelando para a transição e não reclamando sua saída imediata (postura similar a dos Estados Unidos). Afinal, as elites do mundo tem muito medo dos “radicalismos”.
Dia 05 de fevereiro de 2011, no Egito:
Um atentado explode um gasoduto no norte do sinai que leva gás do Egito para outros países. A explosão interrompeu o transporte de gás para a Jordânia e Israel (40% do gás que Israel consome é comprado do Egito). A fumaça da explosão podia ser vista a uma distância de 70 km.
Dia 06 de fevereiro de 2011, no Egito:
O Papa Bento XVI também dá o seu palpite, mas sem destoar da ideia de uma transição pacífica, que, alias, o ditador Mubarak já afirmara aceitar, desde que ele mesmo conduzisse o processo sem ser candidato. O que o povo em protesto quer é que ele saia imediatamente. O Papa somente repete o frasismo das elites ocidentais. Vale lembrar que os católicos representam menos de 10% dos 80 milhões de egípcios.
Dia 07 de fevereiro de 2011, no Egito:
Presidente Obama, que outrora liderara o coro por uma transição pacífica marcada por eleições lives e etc, dá uma entrevista na Fox onde insinua que os protestos serão vitoriosos e que o Egito terá um governo com o qual os Estados Unidos poderão se emparceirar (como se não tivessem sido parceiros do ditador por trinta anos!). Enquanto isso o governo do ditador faz a primeira reunião ministerial depois do início da crise.
Dia 08 de fevereiro de 2011, no Egito:
O governo egípcio liberta pouco mais de 30 presos políticos. É um sinal de abertura para negociações e, principalmente, um recuo do governo frente as pressões internacionais e os protestos. Nesta mesma data diversas grandes empresas anunciam o retorno de suas atividades, como é o caso das dinamarquesas A.P. Moeller-Maersk (petróleo) e a FL. Schmidt da construção, alem das gigantes francesas Lafarge (cimento), Bouygues (construtora), e a CMA CGM (transporte), alem de tantas outras empresas de ação mundial. Mas os protestos continuam e a Praça de Tarhir (principal palco cívico dos acontecimentos) permanece ocupada por sucessivas manifestações.
Dia 09 de fevereiro de 2011, no Egito:
Novas e massivas passeatas nas principais cidades egípcias demonstram que o movimento não recua apesar das flexões feitas pelo governo (inclusive montar uma especie de grupo de trabalho para reformar a constituição), revelando, alem da vitalidade do movimento, sua clareza de objetivos, ou seja: o movimento só para com a saída de Mubarak.
Dia 10 de fevereiro de 2011, no Egito:
A pressão dos protestos continua aumentando, com atentados, saques, bloqueio de estradas e prédios públicos e etc. De forma proporcional o exército aumenta sua presença em volta dos prédios estatais. Os manifestantes agora temem que as forças militares usem a força contra a multidão, descumprindo o compromisso de não atacar protestantes que o exército firmara com os opositores de Mubarak.
IMPORTANTE: Este post foi concluído as 21:19 horas (horário de Brasília) do dia 10 de janeiro, depois do vexame internacional patrocinado pela decadente espionagem norte americana. Circulou largamente no começo da noite que Mubarak anunciaria sua saída imediata do governo e a fonte foi o governo americano. Quando o ditador fez seu pronunciamento, no fim da tarde, afirmou que permanecerá governando até setembro desse ano! Duas coisa importantes agora: Primeiro que o papel de pateta do governo americano diante dessa crise se concretizou quando o presidente Obama (que declarou surpresa com a permanência de Mubarak) colocou que torce para que essa transição – sob o governo de Mubarak – seja pacífica e “ordeira”, assinando seu atestado de cúmplice e aliado de qualquer um, inclusive do ditador egípcio; em Segundo lugar que se aguarde o pior, uma vez que os protestos já estremados devem piorar. Nas palavras de AlBaradei, minutos depois do discurso pronunciamento de Mubarak, “o Egito irá explodir” e, conclui, “O exército deve salvar o país agora”.

1 comentários:
Muito bom...cronologicamente bem explicado!
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